Resíduos
sólidos em Londrina: uma proposta de destinação efetiva
Murilo
Vinícius Penha Ribeiro
murilo_ribeiro_332@hotmail.com
Vitor
Santos Pereira
vitor—santos@live.com
Vitor
Vicentine da Fonseca
vitor.vicentine@hotmail.com
Orientadora:
Leila Evangelista de Almeida
leiquimica@yahoo.com.br
Co-orientador:
Claudecir Almeida da Silva
claudeciralmeida@yahoo.com.br
TEMA: RESÍDUOS
INTRODUÇÃO
Um dos grandes desafios da atualidade,
nas cidades brasileiras, é o gerenciamento dos resíduos sólidos. Os municípios
têm dificuldade em dar o tratamento adequado, devido ao grande volume de
resíduos produzidos pelo homem, nas últimas décadas. Observamos o descaso do
ser humano com os resíduos e, infelizmente, ainda hoje, vemos pessoas jogando
resíduos pelas janelas dos carros e outras, ainda, depositando-os em beiras de
estradas, terrenos desocupados, praças, fundos de vale e riachos.
Uma das alternativas para minimizar a
problemática é a coleta seletiva que consiste na separação do material
reciclável na fonte geradora, o que favorece a comercialização. Outra opção é
sensibilizar, promover reflexões críticas e mudanças de hábitos que contemplem
a política dos 4 R`s: reduzir, reutilizar, reciclar e reeducar, para que
tenhamos uma sociedade consciente, comprometida e com qualidade de vida.
PROBLEMATIZAÇÃO OU PROBLEMA DE PESQUISA
Um dos grandes desafios da atualidade, nas cidades
brasileiras (centros urbanos), é o gerenciamento dos resíduos sólidos.
Portanto, a situação não é diferente na cidade de Londrina, estado do Paraná,
onde nos deparamos com a produção dos mais variados tipos de resíduos e
descartes incorretos. Um bom exemplo é o descarte de móveis em terrenos
desocupados, espaços públicos e até mesmo rodovias, o que causa impacto significativo sobre a estética da cidade, saúde
pública, meio ambiente, além de onerar os cofres municipais e/ou estaduais.
HIPÓTESES
·
As
200 famílias residentes no entorno do Colégio Estadual Marcelino Champagnat,
município de Londrina, estado do Paraná, conhecem o destino final dos resíduos
no bairro e estão dispostas a contribuir para a redução dos impactos ambientais
nesta região.
·
As
famílias estão realmente sensibilizadas com a problemática dos resíduos.
JUSTIFICATIVA
O crescimento populacional e o consumo desenfreado do
cotidiano resultam em um aumento da geração de resíduos, os quais provocam a
degradação do meio ambiente e oferecem perigo à saúde pública. O descaso com a
produção e destino adequados dos resíduos são resultados da falta de
conscientização da sociedade. O reflexo
desta falta de responsabilidade e comprometimento da sociedade em relação à
geração e gestão de seus próprios resíduos, percebe-se, também, na comunidade
escolar, reflexo da sociedade. Estes são responsáveis pela poluição visual do
pátio escolar, das salas de aula e do entorno do Colégio Estadual Marcelino
Champagnat.
Diante desta triste realidade, faz-se necessário
desenvolver um projeto que investigue a destinação dos resíduos sólidos
descartados, bem como contribuir para a redução dos impactos ambientais.
OBJETIVOS
·
Investigar junto à comunidade do entorno do
Colégio Estadual Marcelino Champagnat, município de Londrina, estado do Paraná,
se a coleta seletiva de resíduos sólidos foi implantada no bairro, bem como o
descarte dos resíduos recicláveis e dos entulhos.
·
Realizar palestra, produzir vídeo e um
blog, abordando o tema “coleta seletiva” como propostas de informar a
comunidade escolar, contribuindo para reduzir inicialmente os resíduos sólidos
produzidos no Colégio Estadual Marcelino Champagnat e os impactos ambientais na
região.
·
Verificar
junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA) e Companhia Municipal de
Trânsito e Urbanização (CMTU), de Londrina, como são realizados o Gerenciamento
dos Resíduos Sólidos, coleta e comercialização, informando à comunidade escolar
os dados obtidos.
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
Segundo
Rodrigues e Cavinatto (1997), nos dias atuais, os objetos em geral têm menor
durabilidade, quebram facilmente e necessitam de reposição em curto prazo.
Estamos vivendo, então, a era dos descartáveis, isto é, dos produtos que são
utilizados uma única vez ou por pouco tempo e, em seguida, são dispensados.
Chamamos de
lixo os restos das atividades humanas considerados pelos geradores como inúteis
ou descartáveis. Mais recentemente, em lugar da designação de lixo, tem sido
utilizado o termo “resíduos sólidos” (ROCHA; ROSA; CARDOSO, 2009).
O
manejo inadequado de resíduos sólidos, de qualquer origem, gera desperdícios,
constitui ameaça constante à saúde pública e agrava a degradação ambiental,
comprometendo a qualidade de vida das populações, especialmente nos centros
urbanos de médio e grande porte (SANCHES et al., 2006).
Estes
resíduos sólidos são comumente classificados quanto à origem, composição
química, presença de umidade e toxicidade.
Classificação Quanto à Origem
Na
classificação quanto à origem, o lixo pode ser domiciliar, comercial e público,
de responsabilidade municipal; é possível ainda ter origem hospitalar,
industrial, agrícola ou ser um entulho, de responsabilidade do gerador (MANO;
PACHECO; BONELLI, 2005).
Lixo Comercial: são resíduos que resultam de ações
comerciais em gerais como supermercados, restaurantes, bares, açougues, etc.
Lixo Domiciliar: segundo Jardim et al (1995), o lixo
domiciliar é aquele originado da vida diária das residências, constituído por
restos de alimentos (tais como cascas de frutas, verduras, etc), produtos
deteriorados, jornais e revistas, garrafas, embalagens em geral, papel
higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens.
Lixo Público: são os resíduos provenientes de
limpeza, tais como praças, jardins, feiras e ruas.
Lixo Hospitalar: de acordo com Rodrigues e Cavinatto
(1997), os resíduos de saúde são conhecidos por lixo hospitalar, os quais podem
ser descartados por hospitais, farmácias, clínicas veterinárias e casas de
saúde; são produzidos em menor porcentagem. Esse tipo de lixo, constituído por
algodão, seringas e frascos de remédio, apresenta riscos à saúde do homem, já
que foi usado por pessoas ou animais doentes e pode conter substâncias tóxicas
ou venenosas.
Lixo Industrial: são os resíduos produzidos em
instalações industriais.
Exemplos:
papéis, tecidos, resíduos metalúrgicos, cinzas, lodo, etc.
Lixo Agrícola: são provenientes das ações agrícolas
e da pecuária, temos como exemplo: embalagens de adubos, frascos de agrotóxicos
e de resíduos de colheitas. Segundo Jardim et al (1995) em várias regiões do
mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as
enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária
intensiva.
Entulhos: para Mano, Pacheco e Bonelli (2005),
os entulhos são resíduos originados da construção civil (pedras, tábuas,
ladrilhos, caixotes).
Classificação
Quanto à Presença de Umidade ou Natureza Física
Lixo Seco: é o resíduo aparentemente sem umidade
e temos como exemplo os papéis, plásticos, metais, tecidos, vidros, madeiras,
guardanapos etc.
Lixo úmido ou molhado, segundo Mano, Pacheco e Bonelli
(2005), são os restos de comida, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos,
legumes, alimentos estragados, etc, ou seja, os que contêm umidade.
Classificação Quanto à Toxicidade
De
acordo com a norma NBR-10 004 da ABTN (2004) -- Associação Brasileira de Normas
Técnicas, estes resíduos são classificados em:
Classe I
- Perigosos: são os que apresentam riscos ao meio
ambiente ou à saúde pública e exigem tratamento e disposição adequada.
Classe
II - Não-Inertes: são basicamente os resíduos com as
características do lixo doméstico.
Classe
III - Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não
se decompõem quando depostos no solo, são resíduos como restos de construção,
entulhos de demolição, pedras e areia retirados de escavações.
Classificação quanto a Composição Química
Inorgânico é o que
a natureza não consegue absorver, mesmo que seja possível decompô-lo em
partículas (CUBA, 1998). Pode citar como exemplo os metais,
vidros, cerâmicas, areias, pedras. Esses compostos não servem de alimentos aos
microorganismos e permanence por tempo indeterminado na natureza.
Orgânico tem
origem animal ou vegetal. Nesse tipo de resíduo inclui-se grande parte do lixo
doméstico, restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne
e ossos, etc. Quando acumulado inadequadamente, o lixo orgânico pode tornar-se
altamente poluente do solo, das águas e do ar. O lixo orgânico pode ser objeto
de compostagem para a
fabricação de adubo ou
utilizado na produção de combustíveis como biogás. Os compostos orgânicos são divididos
em biodegradáveis e não biodegradáveis.
-
Biodegradáveis: são
os resíduos extraídos de organismos vivos de origem vegetal ou animal, que
decompõem naturalmente, a própria natureza consegue aproveitar e transformar.
São as cascas de legumes, restos de animais, roupas de algodão, e alimentam
animais, vegetais, fungos e bactérias.
-
Não Biodegradáveis: são
resíduos não biodegradáveis são resíduos sintetizados pelo homem, não sofrem a
ação dos microrganismos decompositores e permanecem por tempo indeterminado na
natureza a não ser que sejam destruídos por processos químicos, ou por ações
físicas, como os raios ultravioletas
do sol (RODRIGUES; CAVINATTO, 1997). Podem-se citar como exemplos os plásticos,
borrachas e isopores. Esses resíduos alteram o equilíbrio dos ciclos naturais
quando acumulados no ambiente. Por este motivo hoje há a necessidade de reduzi-los,
reutilizar, reciclar e recuperar.
PROCEDIMENTO
METODOLÓGICO
1ª Etapa:
O estudo teve início por meio da revisão bibliográfica e
consulta a artigos científicos relacionados ao tema em questão, a fim de melhor
conhecê-lo e explorá-lo, para posteriormente desenvolver o projeto.
2ª Etapa:
Elaborou-se e aplicou-se um questionário como instrumento de
coleta de dados sobre os hábitos de destinação dos resíduos sólidos descartados
por 200 famílias residentes no entorno do Colégio Estadual Marcelino
Champagnat.
3ª Etapa:
As informações coletadas por meio do questionário foram
tabuladas e organizadas em tabelas e gráficos, o que permitiu análises e
discussões sobre os resultados obtidos.
4ª Etapa:
Analisou-se e discutiram-se os resultados obtidos com os
educandos participantes do projeto e apresentaram-se as conclusões sobre os
impactos ambientais, decorrentes do descarte inapropriado dos resíduos sólidos.
5ª Etapa:
Verificou-se junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente
(SEMA) e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), do município de
Londrina, como são realizados o Gerenciamento dos Resíduos Sólidos, coleta e
comercialização.
6ª Etapa:
Elaborou-se uma palestra, apresentada à comunidade escolar para
demonstrar os resultados e conclusões obtidos a partir do presente estudo,
salientando a importância da destinação correta e os problemas causados pelo
descarte inapropriado, como forma de sensibilizá-los a mudanças de hábitos.
7ª Etapa:
Confecção de painéis com informações sobre a quantidade de
resíduos gerados pela amostra estudada; em seguida, com o intuito de apresentar
e informar toda a comunidade escolar realizou - se exposições de painéis.
8ª Etapa:
Registro por meio de fotografias das dependências do
estabelecimento de ensino, antes e após o intervalo das aulas, bem como das
principais vias próximas à escola. Em seguida, realizou-se a exposição das
fotos com o intuito de apresentar a realidade sobre o consumo e descarte
inadequado, bem como implantar ações para reduzir os mesmos na região em
estudo.
9ª Etapa:
Construção de um blog pedagógico para interação entre os alunos
do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, possibilitando o acesso destes às
informações, pesquisas e participações efetivas nas ações postadas. Produção de
vídeo informativo a ser exibido durante a apresentação de palestras aos
estudantes.
10ª Etapa:
Apresentação da palestra para aproximadamente 1800 estudantes do
Colégio Estadual Marcelino Champagnat com o intuito de demonstrar os resultados
obtidos no presente estudo e relacioná-los à importância dos cuidados no
descarte, minimizando o hábito da geração e do consumo dos resíduos. Elaboração
de proposta a ser encaminhada às instituições SEMA e CMTU do município,
sugerindo a implementação de ações que ampliem o sistema de coleta seletiva
nesta região, bem como a divulgação efetiva sobre o descarte em locais
adequados, e verificar a possibilidade de implementação de contêineres
seletivos como pontos de coletas aos resíduos recicláveis.
11ª Etapa:
Instalação de, pelo menos, três lixeiras de descarte no Colégio
Estadual Marcelino Champagnat e divulgação de folders informativos,
confeccionados pelos educandos, a toda comunidade escolar e do entorno.
MATERIAIS/ RECURSOS HUMANOS UTILIZADOS
1.
Alunos
2.
Famílias entrevistadas
3.
SEMA
4.
CMTU
5.
A TV multimídia
6.
Questionários
7.
DVD
8.
Internet
9.
Fotografias
10.
Reportagens
11.
Máquina fotográfica
12.
Filmadora
13.
Vídeos
14.
Painéis
15.
Lixeiras
16.
Folders
17.
Palestra
18.
Projetor Multimídia
CRONOGRAMA
Revisão
Bibliográfica
|
Mês de março de 2012
|
Elaboração
de Questionário como instrumento de coleta de dados
|
Mês de abril de 2012
|
Tabulações
das Informações
|
Mês de maio de 2012
|
Análise
e discussão dos dados coletados
|
Mês de maio de 2012
|
Elaboração
de Palestras
|
Mês de abril de 2012
|
Confecção
de painéis
|
Mês de junho de 2012
|
Registro
de fotografia
|
Mês de maio a setembro 2012
|
Exposição
de fotografias
|
Mês de outubro de 2012
|
Construção de um blog pedagógico
|
Mês de setembro de 2012
|
Apresentação
de Palestras
|
Mês de outubro de 2012
|
Instalações
de lixeiras
|
Mês de outubro de 2012
|
Coleta
de dados municipais com responsáveis da SEMA e CMTU
|
Mês de abril e maio de 2012
|
RESUMO
Um dos grandes desafios da atualidade, nas cidades
brasileiras, é o gerenciamento dos resíduos sólidos. Na cidade de Londrina, estado
do Paraná, esta situação não é diferente, onde se depara com a produção dos
mais variados tipos de resíduos e descartes incorretos. Assim, o objeto deste
trabalho é a investigação da coleta e destinação
dos resíduos sólidos descartados do colégio e do entorno do Colégio Estadual
Marcelino Champagnat, bem como a contribuição para a redução dos impactos
ambientais nesta região. O estudo iniciou-se com revisão bibliográfica
pertinente, em artigos científicos e sites educacionais. Utilizou-se um
questionário como instrumento de coleta de dados. Estes dados foram
interpretados e os demais resultados das etapas iniciais foram apresentados em uma palestra ministrada à comunidade
escolar e demonstrados em exposição de painéis e fotografias. Os mesmos foram
divulgados em folders informativos, confeccionados pelos próprios estudantes,
os quais foram entregues à comunidade do entorno do Colégio Estadual Marcelino
Champagnat. Foi feita uma pesquisa junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente
- SEMA e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização – CMTU, do município de
Londrina, sobre como está o gerenciamento, coleta seletiva e comercialização
dos resíduos sólidos. A partir da pesquisa, foram construídos
um blog pedagógico e vídeo, o que permitiu acesso às informações e
participações efetivas nas postagens de ações desenvolvidas pelos próprios
educandos do colégio sobre o tema. Além disso, foi elaborada uma síntese com os
resultados obtidos e um documento que foi encaminhado às instituições SEMA e
CMTU, propondo a implementação de ações que ampliem o sistema de coleta
seletiva nesta região, bem como reforce a divulgação sobre o descarte em locais
adequados e incentive a implantação de contêineres
seletivos como pontos de coletas aos
resíduos recicláveis na região em estudo e nos demais bairros. As atividades desenvolvidas
neste projeto favoreceram a iniciativa de pequenas atitudes no dia a dia dos
alunos, levando-os a mudanças de comportamento em relação ao tema e à
construção do conhecimento científico.
Palavras chaves: resíduos, coleta seletiva, reciclagem.
Resultados
Os
resultados obtidos apontam que grande parte das famílias entrevistadas conhece
o destino final dos resíduos da região em estudo, porém, ainda, percebemos a
necessidade de campanhas educativas que envolvam reciclagem, coleta seletiva e
destino final dos mesmos.
Na
região em estudo, a coleta é realizada em 03 vezes semanais, no período
noturno, e, em alguns pontos, existem ONGS que coletam os resíduos recicláveis,
porém outros moradores desconhecem a realidade do descarte dos resíduos, no
entorno do Colégio Marcelino Champagnat, como segue abaixo:
1.
Idade:
10 a 20 anos: 34%, 20 a 30 anos: 17,5%, Acima de 30 anos: 48,5%.
2.
Profissão:
Professores: 12,5%, Comerciante: 10%, Do lar: 6%, Autônomo: 10% e Outras: 61,5%.
3.
Número dos moradores da residência: De 1 a 2 pessoas: 16,5%, De
3 a 4 pessoas: 66%, De 5 a 6 pessoas: 17% e Mais de 7: 0,5%.
4.
Renda
familiar: De 0 a 2 salários: 10,5%, De 2 a 4
salários: 38%, De 4 a 6 salários: 38%, De 6 a 8 salários: 10%
e Acima de 8 salários: 3,5%.
5.
Nível
de escolaridade dos entrevistados: Ensino Fundamental - completo: 40%,
Ensino Médio – incompleto: 40%, Ensino
Médio - completo: 17%, Ensino Superior -
incompleto: 2,5%,
Ensino Superior – completo: 0,5%. .
6.
Na
residência, coleta de lixo é realizada: Sim: 97% e
Não: 3%.
7.
Se
a resposta for SIM, quantas vezes por semana: 1 vez por semana: 7,5%, 2 vezes por semana: 22%,
3 vezes por semana 63% e outra: 7,5%.
8.
Período
da coleta: Matutino: 17,5 %, Vespertino: 10%, Noturno: 72,5%.
9.
Destino
dado aos resíduos produzidos na residência:
Recolhem e colocam na frente/ lixeira
da residência, nos dias destinados à coleta: 95,5% e jogam em terrenos
desocupados 4,5%.
10. Se os familiares sabem o significado
de “coleta seletiva de resíduos: Sim: 75% e Não: 12,5%.
11. A Coleta Seletiva de resíduos foi implantada no bairro
(entorno) Colégio Marcelino
Champagnat: Sim: 80%, Não: 20%.
12.
Os resíduos recicláveis são separados: Sim: 95% e Não: 0,5%.
13. Se a resposta for SIM: Acho importante
dar o destino adequado aos resíduos: 60,5%, Para favorecer a qualidade de vida / meio ambiente
saudável: 30,5% e Pensando nas próximas
gerações: 6%.
14. Se a resposta for NÃO: 3% não acha
importante dar o destino adequado aos resíduos.
15. Existem ONGS que recolhem os resíduos
recicláveis no bairro (entorno) do Colégio Estadual Marcelino Champagnat: Sim:
21,5 % e Não: 78,5%.
16. Se as famílias querem receber
informações sobre a coleta seletiva, como fazer a separação dos resíduos para
contribuir com os impactos ambientes e os problemas causados pelo descarte
inapropriado: Sim: 71% e Não: 29%.
17.
Se
as famílias sabem o destino final dado aos resíduos no entorno do Colégio e na
cidade de Londrina: Sim: 64,5% e Não: 35,5 %.
18.
Se as famílias estão dispostas a tomar parte de um projeto que
visa implementar ações para reduzir o descarte inadequado no entorno
do colégio e na cidade de Londrina:
Sim: 65% e Não: 35%.
Durante
o desenvolvimento do projeto, os estudantes envolvidos fotografaram terrenos
abandonados e entrevistaram moradores da vizinhança dos mesmos. Os alunos foram
questionados, por um dos proprietários do terreno, sobre o porquê do registro
das imagens. E outro ficou sabendo das visitas frequentes da equipe. Os dois
proprietários, incomodados com a insistência da equipe, já estão providenciando
a limpeza dos terrenos.
CONCLUSÃO
Com a
aplicação do projeto “Resíduos sólidos em Londrina: uma proposta de destinação
efetiva”, algumas das questões levantadas e discutidas envolveram fatores
relevantes como: o depósito inadequado de resíduos em propriedades desocupadas
no entorno do Colégio Marcelino Champagnat; acúmulo de resíduo; responsáveis
pela geração; o que se deve fazer para mudar esta realidade e outros. Foram
diversos os argumentos e apontamentos citados pelos alunos e as famílias que
responderam a enquete (questionário), como, por exemplo, a importância de
separar os resíduos orgânicos dos recicláveis para facilitar a sua
decomposição.
A maioria
das famílias entrevistadas demonstram que sabem para onde vão os resíduos
produzidos em suas residências e têm interesse em receber informações sobre a
coleta seletiva, estando dispostas a participar do projeto.
As
famílias vizinhas dos terrenos desocupados sentiram-se incomodadas com a
problemática dos resíduos e suas consequências nestes locais.
Através de
vídeo, confecções de painéis, exposição de fotos, blog, palestras e outros,
promoveu-se a sensibilização dos alunos do colégio e da comunidade do entorno
do Colégio Marcelino Champagnat para a formação de um cidadão crítico por meio
de mudanças de comportamentos e a compreensão de que cada um é responsável na
preservação de um ambiente saudável.
Por outro lado, percebemos a necessidade
da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo – CMTU divulgar, através de campanhas
educativas, de prestar esclarecimentos sobre a importância da reciclagem do lixo produzido na cidade e sua destinação final, minimizando prejuízos
ao meio ambiente, inclusive usando de indicadores ambientais, econômicos e
sociais das famílias e cooperativas inseridas no.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.004:
Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro, 2004.
CUBA, T. Lições de cidadania. Jornal
O Estado de São Paulo, São Paulo, 7 mar. 1998.
JARDIM, N. S. et al. Lixo municipal: manual de gerenciamento
integrado. São Paulo: CEMPRE, 1995.
MANO, E. B.;
PACHECO, E. B. A. V.; BONELLI, C. M. C. Meio
ambiente poluição e reciclagem. São Paulo: Blucher, 2005.
ROCHA, J. C; ROSA,
A. H; CARDOSO, A. A. Introdução à
química ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2009.
RODRIGUES, F. L.;
CAVINATTO, V. M. Lixo: de onde vem? Para
onde vai? São Paulo: Moderna, 1997.
SANCHES, S.
M. et al. A importância
da compostagem para a educação ambiental nas escolas. Química Nova na Escola, São Paulo, n. 23, p. 10 a 13, maio 2006.
Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc23/a03.pdf>>.
Acesso em: 16 abr. 2012.
Agradecimentos
À Direção, professores colaboradores e
agentes educacionais do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, SEMA e CMTU.
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