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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Projeto


Resíduos sólidos em Londrina: uma proposta de destinação efetiva

Murilo Vinícius Penha Ribeiro
murilo_ribeiro_332@hotmail.com
Vitor Santos Pereira
vitor—santos@live.com
Vitor Vicentine da Fonseca
vitor.vicentine@hotmail.com
Orientadora: Leila Evangelista de Almeida
leiquimica@yahoo.com.br
Co-orientador: Claudecir Almeida da Silva
                                                                                            claudeciralmeida@yahoo.com.br

TEMA: RESÍDUOS


INTRODUÇÃO

Um dos grandes desafios da atualidade, nas cidades brasileiras, é o gerenciamento dos resíduos sólidos. Os municípios têm dificuldade em dar o tratamento adequado, devido ao grande volume de resíduos produzidos pelo homem, nas últimas décadas. Observamos o descaso do ser humano com os resíduos e, infelizmente, ainda hoje, vemos pessoas jogando resíduos pelas janelas dos carros e outras, ainda, depositando-os em beiras de estradas, terrenos desocupados, praças, fundos de vale e riachos. 
Uma das alternativas para minimizar a problemática é a coleta seletiva que consiste na separação do material reciclável na fonte geradora, o que favorece a comercialização. Outra opção é sensibilizar, promover reflexões críticas e mudanças de hábitos que contemplem a política dos 4 R`s: reduzir, reutilizar, reciclar e reeducar, para que tenhamos uma sociedade consciente, comprometida e com qualidade de vida.
       
PROBLEMATIZAÇÃO OU PROBLEMA DE PESQUISA

Um dos grandes desafios da atualidade, nas cidades brasileiras (centros urbanos), é o gerenciamento dos resíduos sólidos. Portanto, a situação não é diferente na cidade de Londrina, estado do Paraná, onde nos deparamos com a produção dos mais variados tipos de resíduos e descartes incorretos. Um bom exemplo é o descarte de móveis em terrenos desocupados, espaços públicos e até mesmo rodovias, o que causa impacto significativo sobre a estética da cidade, saúde pública, meio ambiente, além de onerar os cofres municipais e/ou estaduais.



HIPÓTESES

·         As 200 famílias residentes no entorno do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, município de Londrina, estado do Paraná, conhecem o destino final dos resíduos no bairro e estão dispostas a contribuir para a redução dos impactos ambientais nesta região.
·         As famílias estão realmente sensibilizadas com a problemática dos resíduos.

JUSTIFICATIVA

O crescimento populacional e o consumo desenfreado do cotidiano resultam em um aumento da geração de resíduos, os quais provocam a degradação do meio ambiente e oferecem perigo à saúde pública. O descaso com a produção e destino adequados dos resíduos são resultados da falta de conscientização da sociedade.  O reflexo desta falta de responsabilidade e comprometimento da sociedade em relação à geração e gestão de seus próprios resíduos, percebe-se, também, na comunidade escolar, reflexo da sociedade. Estes são responsáveis pela poluição visual do pátio escolar, das salas de aula e do entorno do Colégio Estadual Marcelino Champagnat.
Diante desta triste realidade, faz-se necessário desenvolver um projeto que investigue a destinação dos resíduos sólidos descartados, bem como contribuir para a redução dos impactos ambientais.

OBJETIVOS

·         Investigar junto à comunidade do entorno do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, município de Londrina, estado do Paraná, se a coleta seletiva de resíduos sólidos foi implantada no bairro, bem como o descarte dos resíduos recicláveis e dos entulhos.
·         Realizar palestra, produzir vídeo e um blog, abordando o tema “coleta seletiva” como propostas de informar a comunidade escolar, contribuindo para reduzir inicialmente os resíduos sólidos produzidos no Colégio Estadual Marcelino Champagnat e os impactos ambientais na região. 
·         Verificar junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA) e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), de Londrina, como são realizados o Gerenciamento dos Resíduos Sólidos, coleta e comercialização, informando à comunidade escolar os dados obtidos.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Rodrigues e Cavinatto (1997), nos dias atuais, os objetos em geral têm menor durabilidade, quebram facilmente e necessitam de reposição em curto prazo. Estamos vivendo, então, a era dos descartáveis, isto é, dos produtos que são utilizados uma única vez ou por pouco tempo e, em seguida, são dispensados.
Chamamos de lixo os restos das atividades humanas considerados pelos geradores como inúteis ou descartáveis. Mais recentemente, em lugar da designação de lixo, tem sido utilizado o termo “resíduos sólidos” (ROCHA; ROSA; CARDOSO, 2009).
O manejo inadequado de resíduos sólidos, de qualquer origem, gera desperdícios, constitui ameaça constante à saúde pública e agrava a degradação ambiental, comprometendo a qualidade de vida das populações, especialmente nos centros urbanos de médio e grande porte (SANCHES et al., 2006).
Estes resíduos sólidos são comumente classificados quanto à origem, composição química, presença de umidade e toxicidade.

Classificação Quanto à Origem

Na classificação quanto à origem, o lixo pode ser domiciliar, comercial e público, de responsabilidade municipal; é possível ainda ter origem hospitalar, industrial, agrícola ou ser um entulho, de responsabilidade do gerador (MANO; PACHECO; BONELLI, 2005).
Lixo Comercial: são resíduos que resultam de ações comerciais em gerais como supermercados, restaurantes, bares, açougues, etc.
Lixo Domiciliar: segundo Jardim et al (1995), o lixo domiciliar é aquele originado da vida diária das residências, constituído por restos de alimentos (tais como cascas de frutas, verduras, etc), produtos deteriorados, jornais e revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens.
Lixo Público: são os resíduos provenientes de limpeza, tais como praças, jardins, feiras e ruas. 
Lixo Hospitalar: de acordo com Rodrigues e Cavinatto (1997), os resíduos de saúde são conhecidos por lixo hospitalar, os quais podem ser descartados por hospitais, farmácias, clínicas veterinárias e casas de saúde; são produzidos em menor porcentagem. Esse tipo de lixo, constituído por algodão, seringas e frascos de remédio, apresenta riscos à saúde do homem, já que foi usado por pessoas ou animais doentes e pode conter substâncias tóxicas ou venenosas.
Lixo Industrial: são os resíduos produzidos em instalações industriais.
Exemplos: papéis, tecidos, resíduos metalúrgicos, cinzas, lodo, etc.
Lixo Agrícola: são provenientes das ações agrícolas e da pecuária, temos como exemplo: embalagens de adubos, frascos de agrotóxicos e de resíduos de colheitas. Segundo Jardim et al (1995) em várias regiões do mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva.
Entulhos: para Mano, Pacheco e Bonelli (2005), os entulhos são resíduos originados da construção civil (pedras, tábuas, ladrilhos, caixotes).

 Classificação Quanto à Presença de Umidade ou Natureza Física

Lixo Seco: é o resíduo aparentemente sem umidade e temos como exemplo os papéis, plásticos, metais, tecidos, vidros, madeiras, guardanapos etc.
Lixo úmido ou molhado, segundo Mano, Pacheco e Bonelli (2005), são os restos de comida, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes, alimentos estragados, etc, ou seja, os que contêm umidade.

Classificação Quanto à Toxicidade

                De acordo com a norma NBR-10 004 da ABTN (2004) -- Associação Brasileira de Normas Técnicas, estes resíduos são classificados em:
Classe I - Perigosos: são os que apresentam riscos ao meio ambiente ou à saúde pública e exigem tratamento e disposição adequada.
Classe II - Não-Inertes: são basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico.
Classe III - Inertes: são os resíduos que não se degradam ou não se decompõem quando depostos no solo, são resíduos como restos de construção, entulhos de demolição, pedras e areia retirados de escavações.

Classificação quanto a Composição Química

Inorgânico é o que a natureza não consegue absorver, mesmo que seja possível decompô-lo em partículas (CUBA, 1998). Pode citar como exemplo os metais, vidros, cerâmicas, areias, pedras. Esses compostos não servem de alimentos aos microorganismos e permanence por tempo indeterminado na natureza.                
Orgânico tem origem animal ou vegetal. Nesse tipo de resíduo inclui-se grande parte do lixo doméstico, restos de alimentos, folhas, sementes, restos de carne e ossos, etc. Quando acumulado inadequadamente, o lixo orgânico pode tornar-se altamente poluente do solo, das águas e do ar. O lixo orgânico pode ser objeto de compostagem para a fabricação de adubo ou utilizado na produção de combustíveis como biogás. Os compostos orgânicos são divididos em biodegradáveis e não biodegradáveis.
            - Biodegradáveis: são os resíduos extraídos de organismos vivos de origem vegetal ou animal, que decompõem naturalmente, a própria natureza consegue aproveitar e transformar. São as cascas de legumes, restos de animais, roupas de algodão, e alimentam animais, vegetais, fungos e bactérias.
            - Não Biodegradáveis: são resíduos não biodegradáveis são resíduos sintetizados pelo homem, não sofrem a ação dos microrganismos decompositores e permanecem por tempo indeterminado na natureza a não ser que sejam destruídos por processos químicos, ou por ações físicas, como os raios ultravioletas do sol (RODRIGUES; CAVINATTO, 1997). Podem-se citar como exemplos os plásticos, borrachas e isopores. Esses resíduos alteram o equilíbrio dos ciclos naturais quando acumulados no ambiente. Por este motivo hoje há a necessidade de reduzi-los, reutilizar, reciclar e recuperar.

PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
1ª Etapa:
O estudo teve início por meio da revisão bibliográfica e consulta a artigos científicos relacionados ao tema em questão, a fim de melhor conhecê-lo e explorá-lo, para posteriormente desenvolver o projeto.
2ª Etapa:
Elaborou-se e aplicou-se um questionário como instrumento de coleta de dados sobre os hábitos de destinação dos resíduos sólidos descartados por 200 famílias residentes no entorno do Colégio Estadual Marcelino Champagnat.
3ª Etapa:
As informações coletadas por meio do questionário foram tabuladas e organizadas em tabelas e gráficos, o que permitiu análises e discussões sobre os resultados obtidos.

        4ª Etapa:
Analisou-se e discutiram-se os resultados obtidos com os educandos participantes do projeto e apresentaram-se as conclusões sobre os impactos ambientais, decorrentes do descarte inapropriado dos resíduos sólidos.
5ª Etapa:
Verificou-se junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA) e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), do município de Londrina, como são realizados o Gerenciamento dos Resíduos Sólidos, coleta e comercialização.
6ª Etapa:
Elaborou-se uma palestra, apresentada à comunidade escolar para demonstrar os resultados e conclusões obtidos a partir do presente estudo, salientando a importância da destinação correta e os problemas causados pelo descarte inapropriado, como forma de sensibilizá-los a mudanças de hábitos.
7ª Etapa:
Confecção de painéis com informações sobre a quantidade de resíduos gerados pela amostra estudada; em seguida, com o intuito de apresentar e informar toda a comunidade escolar realizou - se exposições de painéis.
8ª Etapa:
Registro por meio de fotografias das dependências do estabelecimento de ensino, antes e após o intervalo das aulas, bem como das principais vias próximas à escola. Em seguida, realizou-se a exposição das fotos com o intuito de apresentar a realidade sobre o consumo e descarte inadequado, bem como implantar ações para reduzir os mesmos na região em estudo.
9ª Etapa:
Construção de um blog pedagógico para interação entre os alunos do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, possibilitando o acesso destes às informações, pesquisas e participações efetivas nas ações postadas. Produção de vídeo informativo a ser exibido durante a apresentação de palestras aos estudantes.
10ª Etapa:
Apresentação da palestra para aproximadamente 1800 estudantes do Colégio Estadual Marcelino Champagnat com o intuito de demonstrar os resultados obtidos no presente estudo e relacioná-los à importância dos cuidados no descarte, minimizando o hábito da geração e do consumo dos resíduos. Elaboração de proposta a ser encaminhada às instituições SEMA e CMTU do município, sugerindo a implementação de ações que ampliem o sistema de coleta seletiva nesta região, bem como a divulgação efetiva sobre o descarte em locais adequados, e verificar a possibilidade de implementação de contêineres seletivos como pontos de coletas aos resíduos recicláveis.


11ª Etapa:
Instalação de, pelo menos, três lixeiras de descarte no Colégio Estadual Marcelino Champagnat e divulgação de folders informativos, confeccionados pelos educandos, a toda comunidade escolar e do entorno.

MATERIAIS/ RECURSOS HUMANOS UTILIZADOS
1.            Alunos
2.            Famílias entrevistadas
3.            SEMA
4.            CMTU
5.            A TV multimídia
6.            Questionários
7.            DVD
8.            Internet
9.            Fotografias
10.          Reportagens
11.          Máquina fotográfica
12.          Filmadora
13.          Vídeos
14.          Painéis
15.          Lixeiras
16.          Folders
17.          Palestra
18.          Projetor Multimídia

CRONOGRAMA
Revisão Bibliográfica
Mês de março de 2012
Elaboração de Questionário como instrumento de coleta de dados
Mês de abril de 2012
Tabulações das Informações
Mês de maio de 2012
Análise e discussão dos dados coletados
Mês de maio de 2012
Elaboração de Palestras
Mês de abril de 2012
Confecção de painéis
Mês de junho de 2012
Registro de fotografia
Mês de maio a setembro 2012
Exposição de fotografias
Mês de outubro de 2012
Construção de um blog pedagógico
Mês de setembro de 2012
Apresentação de Palestras
Mês de outubro de 2012
Instalações de lixeiras
Mês de outubro de 2012
Coleta de dados municipais com responsáveis da SEMA e CMTU
Mês de abril e maio de 2012

RESUMO

Um dos grandes desafios da atualidade, nas cidades brasileiras, é o gerenciamento dos resíduos sólidos. Na cidade de Londrina, estado do Paraná, esta situação não é diferente, onde se depara com a produção dos mais variados tipos de resíduos e descartes incorretos. Assim, o objeto deste trabalho é a investigação da coleta e destinação dos resíduos sólidos descartados do colégio e do entorno do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, bem como a contribuição para a redução dos impactos ambientais nesta região. O estudo iniciou-se com revisão bibliográfica pertinente, em artigos científicos e sites educacionais. Utilizou-se um questionário como instrumento de coleta de dados. Estes dados foram interpretados e os demais resultados das etapas iniciais foram apresentados em uma palestra ministrada à comunidade escolar e demonstrados em exposição de painéis e fotografias. Os mesmos foram divulgados em folders informativos, confeccionados pelos próprios estudantes, os quais foram entregues à comunidade do entorno do Colégio Estadual Marcelino Champagnat. Foi feita uma pesquisa junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente - SEMA e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização – CMTU, do município de Londrina, sobre como está o gerenciamento, coleta seletiva e comercialização dos resíduos sólidos. A partir da pesquisa, foram construídos um blog pedagógico e vídeo, o que permitiu acesso às informações e participações efetivas nas postagens de ações desenvolvidas pelos próprios educandos do colégio sobre o tema. Além disso, foi elaborada uma síntese com os resultados obtidos e um documento que foi encaminhado às instituições SEMA e CMTU, propondo a implementação de ações que ampliem o sistema de coleta seletiva nesta região, bem como reforce a divulgação sobre o descarte em locais adequados e incentive a implantação de contêineres seletivos como pontos de coletas aos resíduos recicláveis na região em estudo e nos demais bairros. As atividades desenvolvidas neste projeto favoreceram a iniciativa de pequenas atitudes no dia a dia dos alunos, levando-os a mudanças de comportamento em relação ao tema e à construção do conhecimento científico.
Palavras chaves: resíduos, coleta seletiva, reciclagem.


Resultados
Os resultados obtidos apontam que grande parte das famílias entrevistadas conhece o destino final dos resíduos da região em estudo, porém, ainda, percebemos a necessidade de campanhas educativas que envolvam reciclagem, coleta seletiva e destino final dos mesmos.
Na região em estudo, a coleta é realizada em 03 vezes semanais, no período noturno, e, em alguns pontos, existem ONGS que coletam os resíduos recicláveis, porém outros moradores desconhecem a realidade do descarte dos resíduos, no entorno do Colégio Marcelino Champagnat, como segue abaixo:
1.    Idade: 10 a 20 anos: 34%, 20 a 30 anos: 17,5%, Acima de 30 anos: 48,5%.

2.    Profissão: Professores: 12,5%, Comerciante: 10%, Do lar: 6%, Autônomo:     10% e Outras: 61,5%.

3.    Número dos moradores da residência: De 1 a 2 pessoas: 16,5%, De 3 a 4 pessoas: 66%, De 5 a 6 pessoas: 17% e Mais de 7: 0,5%.    

4.    Renda familiar: De 0 a 2 salários: 10,5%, De 2 a 4 salários: 38%, De 4 a 6 salários: 38%, De 6 a 8 salários: 10% e Acima de 8 salários: 3,5%.

5.    Nível de escolaridade dos entrevistados: Ensino Fundamental - completo: 40%,
Ensino Médio – incompleto: 40%, Ensino Médio - completo: 17%, Ensino Superior - incompleto: 2,5%, Ensino Superior – completo: 0,5%.  .
6.    Na residência, coleta de lixo é realizada: Sim: 97% e Não: 3%.

7.    Se a resposta for SIM, quantas vezes por semana: 1 vez por semana: 7,5%, 2 vezes por semana: 22%, 3 vezes por semana 63% e outra: 7,5%.  

8.    Período da coleta: Matutino: 17,5 %, Vespertino: 10%, Noturno: 72,5%.

9.    Destino dado aos resíduos produzidos na residência:
Recolhem e colocam na frente/ lixeira da residência, nos dias destinados à coleta: 95,5% e jogam em terrenos desocupados 4,5%.

10.  Se os familiares sabem o significado de “coleta seletiva de resíduos: Sim: 75% e Não: 12,5%.

11.  A Coleta Seletiva  de resíduos foi implantada no bairro (entorno)  Colégio Marcelino Champagnat: Sim: 80%, Não: 20%.

12.  Os resíduos recicláveis são separados: Sim: 95% e Não: 0,5%.

13.  Se a resposta for SIM: Acho importante dar o destino adequado aos resíduos: 60,5%, Para favorecer a qualidade de vida / meio ambiente saudável: 30,5% e Pensando nas próximas gerações: 6%.

14.  Se a resposta for NÃO: 3% não acha importante dar o destino adequado aos resíduos.

15.  Existem ONGS que recolhem os resíduos recicláveis no bairro (entorno) do Colégio Estadual Marcelino Champagnat: Sim: 21,5 % e Não: 78,5%.  
      
16.  Se as famílias querem receber informações sobre a coleta seletiva, como fazer a separação dos resíduos para contribuir com os impactos ambientes e os problemas causados pelo descarte inapropriado: Sim: 71% e Não: 29%. 

17.  Se as famílias sabem o destino final dado aos resíduos no entorno do Colégio e na cidade de Londrina: Sim: 64,5% e Não: 35,5 %.

18.  Se as famílias estão dispostas a tomar parte de um projeto que visa implementar ações para reduzir o descarte inadequado no entorno do colégio e na cidade de Londrina: Sim: 65% e Não: 35%.

Durante o desenvolvimento do projeto, os estudantes envolvidos fotografaram terrenos abandonados e entrevistaram moradores da vizinhança dos mesmos. Os alunos foram questionados, por um dos proprietários do terreno, sobre o porquê do registro das imagens. E outro ficou sabendo das visitas frequentes da equipe. Os dois proprietários, incomodados com a insistência da equipe, já estão providenciando a limpeza dos terrenos.
CONCLUSÃO
Com a aplicação do projeto “Resíduos sólidos em Londrina: uma proposta de destinação efetiva”, algumas das questões levantadas e discutidas envolveram fatores relevantes como: o depósito inadequado de resíduos em propriedades desocupadas no entorno do Colégio Marcelino Champagnat; acúmulo de resíduo; responsáveis pela geração; o que se deve fazer para mudar esta realidade e outros. Foram diversos os argumentos e apontamentos citados pelos alunos e as famílias que responderam a enquete (questionário), como, por exemplo, a importância de separar os resíduos orgânicos dos recicláveis para facilitar a sua decomposição.
A maioria das famílias entrevistadas demonstram que sabem para onde vão os resíduos produzidos em suas residências e têm interesse em receber informações sobre a coleta seletiva, estando dispostas a participar do projeto.
As famílias vizinhas dos terrenos desocupados sentiram-se incomodadas com a problemática dos resíduos e suas consequências nestes locais.
Através de vídeo, confecções de painéis, exposição de fotos, blog, palestras e outros, promoveu-se a sensibilização dos alunos do colégio e da comunidade do entorno do Colégio Marcelino Champagnat para a formação de um cidadão crítico por meio de mudanças de comportamentos e a compreensão de que cada um é responsável na preservação de um ambiente saudável.

Por outro lado, percebemos a necessidade da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo – CMTU divulgar, através de campanhas educativas, de prestar esclarecimentos sobre a importância da reciclagem do lixo produzido na cidade e sua destinação final, minimizando prejuízos ao meio ambiente, inclusive usando de indicadores ambientais, econômicos e sociais das famílias e cooperativas inseridas no.     
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.004: Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro, 2004.
CUBA, T. Lições de cidadania. Jornal O Estado de São Paulo, São Paulo, 7 mar. 1998.
JARDIM, N. S. et al. Lixo municipal: manual de gerenciamento integrado. São Paulo: CEMPRE, 1995.
MANO, E. B.; PACHECO, E. B. A. V.; BONELLI, C. M. C. Meio ambiente poluição e reciclagem. São Paulo: Blucher, 2005.
ROCHA, J. C; ROSA, A. H; CARDOSO, A. A. Introdução à química ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2009.
RODRIGUES, F. L.; CAVINATTO, V. M. Lixo: de onde vem? Para onde vai? São Paulo: Moderna, 1997.
SANCHES, S. M. et al. A importância da compostagem para a educação ambiental nas escolas. Química Nova na Escola, São Paulo, n. 23, p. 10 a 13, maio 2006. Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc23/a03.pdf>>. Acesso em: 16 abr. 2012.

Agradecimentos
À Direção, professores colaboradores e agentes educacionais do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, SEMA e CMTU.

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